O Tavares sempre me falou sobre essas coisas e eu nunca acreditei. É sempre assim quando me advertem sobre algo, eu não acredito até acontecer comigo.
Ele me falou que tais coisas existiam. Não, Tavares. Não existem. E o Tavares às vezes, caía pelos cantos, às vezes sorria feliz da vida e, mesmo assim, me dizia: existe. E eu dava de ombros.
Alguns meses depois...Alguns telefonemas depois... Alguns beijos e abraços depois... Alguns desencontros depois...
Foi como um daqueles tapas que eram dados com luvas brancas na era medieval. Tão sutis, no entanto extremamente desmoralizadores.
E, como já era de se esperar, eu lhe disse:
Sim, Tavares, seu idiota. Existe.
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